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terça-feira, 24 de abril de 2012

Está é a VIDA a que Pertencemos




Esta é a vida Dream Theater


No coração de sua mais solene e estéril noite
Quando sua alma virou do avesso
Você já questionou toda a loucura que você Almejou?
Sobre o que se baseia toda sua vida?

Alguns de nós escolhem viver graciosamente
Alguns podem ficar presos no labirinto
E perder o caminho de casa
Esta é a vida a que pertencemos

Nosso Presente, Dom divino
Você já quis ser outra pessoa?
Lugares trocados na sua mente?
É apenas um desperdício de tempo

Alguns de nós escolhem viver graciosamente
Alguns podem ficar presos no labirinto
E perder o caminho de casa
Esta é a vida a que pertencemos
Nosso presente divino

Alimente a ilusão de dentro dos seus sonhos
Expulse os monstros de seu interior

A vida começa com uma tela vazia
Frágil, deixada nas mãos do destino
Impulsionada pelo amor e esmagada pelo ódio
Até o dia
Que o Presente, o Dom se vai
E só restarem sombras

Alguns de nós escolhem viver graciosamente
Alguns podem ficar presos no labirinto
E perder o caminho de casa
Memórias irão desaparecer

O tempo corre
O que eles dirão
Depois que você se for ?

Esta é a vida a que pertencemos
O Nosso dom divino
O Nosso dom divino

Sobre a revolução radical




Clique na imagem para ler melhor a tira



No café da manhã, o homem parece estar mais preocupado em discutir uma revolução radical no ritmo do time de seu coração, do que na revolução saneadora da disritmia de seu coração sem coração.



Nelson Jonas - nj.ro@hotmail.com

sábado, 21 de abril de 2012

Virus - A violação da mente é uma desordem social


Vírus
Iron Maiden
Existe um vírus maléfico que está ameaçando a humanidade
Não é um estado da arte, mas um grave estado da mente
Os traiçoeiros, os que apunhalam por trás, a elite de duas faces
Um perigo para a sociedade, uma doença social


A violação da mente é uma desordem social
Os cínicos, a apática ordem dos "homens superiores"


Estamos assistindo o início da decadência social
Regozijando ou ironizando o desleixo de vidas alheias
Falando mal da sua própria alto estima
Atentos a cada palavra que você deverá falar


A violação da mente é uma desordem social
Os cínicos, a apática ordem dos "homens superiores"


Sorrisos superficiais, um aperto de mão
Mas logo que você vira de costas, a traição é planejada


A violação da mente é uma desordem social
Os cínicos, a apática ordem dos "homens superiores"


Estamos assistindo o início da decadência social
Regozijando ou ironizando o desleixo de vidas alheias


Quando todas as coisas boas são destinadas à perdição
Através de tanto ciúme e ódio
Através da falta de juízo e mentiras


E quando você pensa que está a salvo
Quando você dá as costas
Você sabe que eles estão afiando os cortadores de papel


Tudo está em sua mente
Tudo está na sua cabeça
Tente relatar isso


Tudo está em sua mente
Tudo está na sua cabeça
Tente escapar disso


Sem consciência eles destroem
E é uma coisa que eles sentem prazer
Eles são uma doença que está dentro de nossas mentes


Eles querem afundar o navio e partir
O jeito como eles sorriem para você e para mim
Você sabe que isso acontece o tempo todo


Tudo está em sua mente
Tudo está na sua cabeça
Tente relatar isso


Tudo está em sua mente
Tudo está na sua cabeça
Tente escapar disso


Os ratos no porão, vocês sabem quem são vocês...
Sabem realmente?


Estamos assistindo o início da decadência social

quinta-feira, 19 de abril de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

Apenas outro Tijolo na Parede




Quando crescemos e fomos à escola
Havia certos professores que
Machucariam as crianças da forma que eles pudessem
Despejando escárnio

Sobre tudo o que fazíamos
E expondo todas as nossas fraquezas
Mesmo que escondidas pelas crianças
Mas na cidade era bem sabido

Que quando eles chegavam em casa
Suas esposas, gordas psicopatas, infernizavam a vida deles
Não precisamos de nenhuma educação
Não precisamos de controle mental

Chega de humor negro na sala de aula
Professores, deixem as crianças em paz
Ei! Professores! Deixem essas crianças em paz!
Tudo era apenas um tijolo no muro

Todos são somente tijolos na parede
Não precisamos de nenhuma educação
Não precisamos de controle mental
Chega de humor negro na sala de aula

Professores, deixem as crianças em paz
Ei! Professores! Deixem essas crianças em paz!
Tudo era apenas um tijolo no muro
Todos são somente tijolos na parede

"Errado, faça de novo!"
"Se você não comer sua carne, você não ganha pudim."
" Como você pode ganhar pudim se não comer sua carne?"
"Você! Sim, você atrás das bicicletas, parada aí, garota!"

Eu não preciso de braços ao meu redor
E eu não preciso de drogas para me acalmar
Eu vi os escritos no muro
Não pense que preciso de algo, absolutamenteNão!

Não pense que eu preciso de alguma coisa
Afinal tudo era apenas um tijolo no muro
Todos são somente tijolos na parede

sábado, 14 de abril de 2012

Respeitabilidade




A respeitabilidade é uma maldição; é um “mal” que corrói a mente e o coração. Infiltra-se sorrateiramente na pessoa e destrói o amor. Ser respeitável é se sentir bem-sucedido, criar para si mesmo uma posição no mundo, construir em torno de si um muro de segurança, da autoconfiança que vem junto com o dinheiro, o poder, o sucesso, a capacidade ou a virtude. Esse exclusivismo da autoconfiança resulta em ódio e antagonismo nos relacionamentos humanos, que são a sociedade. Os respeitáveis são sempre a nata da sociedade, e, portanto, eles são sempre a causa de discórdias e miséria. Os respeitáveis, como os desprezados, estão sempre à mercê das circunstâncias; as influências do ambiente e o peso da tradição são extremamente importantes para eles, pois isso esconde sua pobreza interior. Os respeitáveis estão na defensiva, assustados e desconfiados. O medo está em seus corações, portanto a raiva é sua justiça. Suas virtudes e devoções são sua defesa. Eles são como o tambor, vazio por dentro mas barulhento quando golpeado. Os respeitáveis jamais podem estar abertos à realidade, pois, como os desprezados, eles estão presos na preocupação com seu próprio aprimoramento. A felicidade é negada a eles, que evitam a verdade.



Não ser ganancioso e não ser generoso estão intimamente ligados. Ambos são um processo de autolimitação, uma forma negativa de autocentrismo. Para ser ganancioso, você precisa ser ativo, extrovertido; você deve lutar, competir, ser agressivo. Se você não tem essa iniciativa, não está livre da ganância, mas apenas fechado em si mesmo. A extroversão é um transtorno, uma luta dolorosa, portanto o autocentrismo é encoberto pela expressão não-ganancioso. Ser generoso com a mão é uma coisa, mas ser generoso com o coração é outra. A generosidade da mão é uma questão razoavelmente simples, dependendo do padrão cultural e assim por diante; mas a generosidade do coração é de importância muito mais profunda, exigindo percepção e entendimento prolongados.



Não ser generoso é também uma agradável e cega preocupação consigo mesmo, na qual não existe atividade exteriorizada. Esse estado de autopreocupação tem suas próprias atividades, como as de um sonhador, mas elas jamais lhe despertam. O processo de acordar é doloroso, e, portanto, jovem ou velho, você prefere ser deixado em paz para tornar-se respeitável, para morrer.



Assim como a generosidade do coração, a generosidade da mão é um movimento externo - geralmente doloroso, enganador e auto-revelador. A generosidade da mão é fácil de aparecer; mas a generosidade do coração não é uma coisa a ser cultivada, é a libertação de toda a acumulação. Para perdoar, precisa ter havido uma ofensa; e para ser ofendido, precisa ter havido os acúmulos do orgulho. Não existirá generosidade de coração enquanto houver uma memória referencial, do “eu” e o “meu”.



Krishnamurti

Tenha um coração




Público: Tenho experienciado dor no meu peito em graus variados por alguns anos. Ela desaparece quando amo, quando me dissolvo...



Osho: Isso não é físico; certamente tem a ver com relaxamento, dissolução total, esquecer completamente de si mesmo. Nesses momentos isso desaparece, então certamente não é físico. Você precisa aprender a dar mais amor. Esse não é um problema somente seu; é o problema de todos em graus variados.



Todo mundo quer ser amado; esse é um começo errado.



Começa porque a criança, a criança pequena, não pode amar, não dizer coisa alguma, não pode fazer nada; pode apenas obter. A experiência de amor de uma pequena criança é de obter: da mãe, do pai, dos irmãos, irmãs, dos hóspedes, dos estranhos – mas sempre obtendo. Assim a primeira experiência que se estabelece profundamente em seu inconsciente é de que ela precisa conseguir amor.



Mas o problema surge porque todo mundo já foi uma criança e todos possuem o mesmo anseio para conseguir amor; ninguém nasce de nenhuma outra maneira. Então todos pedem, “dêem-nos amor”, e não há ninguém para dar porque a outra pessoa também foi criada do mesmo jeito.



Precisamos estar alerta e cônscio que apenas um incidente do nascimento não deve permanecer um estado predominante de sua mente.



Ao invés de pedir, “Dêem-nos amor”, comece a dar amor. Esqueça sobre obter, simplesmente dê – e lhe garanto, você irá conseguir muito.



Não é para você pensar em conseguir. Você não deve nem mesmo indiretamente, pelo lado, observar se você o está obtendo ou não. Isso será suficiente para causar uma perturbação. Você simplesmente dá, porque dar amor é tão bonito que obter amor não é tão grande assim. Esse é um dos segredos.



Dar amor é a experiência realmente bonita, porque assim você é um imperador. Obter amor é uma experiência muito pequena e é a experiência de um mendigo. Não seja um mendigo. Pelo menos no que se refere ao amor, seja um imperador, porque essa é uma qualidade inexaurível em você. Você pode continuar dando tanto quanto você queira. Não se preocupe que isso irá se esgotar, que um dia você subitamente descobrirá, “Meu Deus! Não tenho mais amor para dar”.



Amor não é uma quantidade; é uma qualidade, e uma qualidade de uma certa categoria que cresce pelo dar e morre se você o retém. Se você for miserável com isso, ele morre. Então realmente seja um perdulário. Não importa para quem – essa é realmente a idéia de uma mente miserável: Darei amor a certas pessoas com certas qualidades. Você não compreende que você tem tanto... você é uma nuvem carregada de chuva.



A nuvem carregada não se importa aonde ela irá chover – sobre as rochas, nos jardins, no oceano – isso não importa. Ela quer descarregar a si própria. E essa descarga é um tremendo alívio.



Então o primeiro segredo é: Não peça por isso e não espere, achando que você irá dá se alguém lhe pedir. Dê logo!



Basta dar o seu amor para qualquer um – um estranho. Não é uma questão de que você tem que dá algo muito valioso, apenas uma mão amiga e isso será suficiente. Em vinte e quatro horas, o que quer que você faça deve ser feito com amor e a dor em seu coração irá desaparecer. E porque você será tão amoroso, as pessoas lhe amarão. Isso é uma lei natural. Você consegue o que você dá. Na verdade você consegue mais do que você dá.



Aprenda a dar e você encontrará tantas pessoas que nunca olharam para você sendo amáveis para com você, pessoas que nunca antes lhe deram atenção. Seu problema é que você possui um coração cheio de amor, mas você tem sido avarento, o amor tornou-se um fardo em sue coração. Ao invés de fazer o coração florescer você o mantém guardado, assim uma vez ou outra, quando você está num momento de amor você o sente desaparecendo. Mas porque um momento? Porque não todo momento?



Não é nem mesmo uma questão de um ser vivente. Você pode tocar nessa cadeira com uma mão amorosa. A coisa depende de você, não do objeto.



Então você irá encontrar um grande relaxamento e um grande desaparecimento de seu eu – o qual é um fardo – e uma dissolução no todo.



Isso certamente é uma doença, no sentido literal da palavra: é uma doença. Isso não é uma doença, então nenhum médico pode ajudá-lo. Isso é simplesmente um estado tenso de seu coração que apenas quer dar mais e mais. Talvez você tenha mais amor do que outras pessoas, talvez você seja mais afortunado, e você está fazendo de sua fortuna uma grande miséria para você mesmo. Compartilhe- a, sem se importar para quem você está dando.



Apenas dê, e você encontrará uma tremenda paz e silêncio. Isso se tornará sua meditação.



A pessoa pode vir para a meditação através de muitas direções; talvez essa seja sua direção.



Osho, Extraído de: Beyond Psychology

O direito de virar à esquerda



Marcha soldado,
cabeça de papel,

se não marchar direito

vai preso pro quartel...



É isso mesmo boa parte do conteúdo de nossa sociedade: uma enorme massa de soldados do sistema, cujas mentes são como amareladas folhas de papel, repletas de rabiscos com normas, regras, crenças, condicionamentos, imposições, deveres e nenhuma inteligência criativa capaz de formular questionamentos essenciais que apontem para o que nos é de direito. Uma imensa massa que, desde a infância, pela excessiva exposição ao medo, foi sistematicamente coagida à submissão, ao ajustamento e, por causa da ação do medo, essa massa permanece presa dentro das enormes paredes do quartel general do não-ser. O medo roubou a capacidade da questionadora rebeldia inteligente, em resultado, a contra gosto, a grande massa se viu forçada ao debilitante ajustamento servil. O pior de tudo, é que todos os dias, logo pela manhã, essa massa continua marchando de cabeça baixa, trazendo nos ouvidos seus aparelhos sonoros numa tentativa de abafamento da cutucante fala de sua consciência; essa fala que lança um imperioso convite para uma tempestuosa revolução interna, pra lá de emergencial, no entanto esta, é indevidamente negligenciada pela grande maioria. Essa revolução pessoal interna é um chamado para o despertar da inteligência, um convite para ser no coração e não numa cabeça repleta de amarelados e estagnantes papéis sempre rabiscados por terceiros desconhecidos. É um chamado para uma revolução pessoal que não mede esforços e que não teme nem mesmo o risco de se ver momentaneamente preso num canto escuro de um quartel. Os que aceitam esse chamado, os que não cerram seus ouvidos para os cutucões da consciência, sabem que a sociedade sempre teve a tendência de fazer isso com todo homem e mulher que ousa fazer uso de sua faculdade de percepção do falso e do real e que, através dessa percepção, lançam fora de suas mentes, todos os papéis impostos por terceiros. O grande paradoxo é que, anos mais tarde, muitos dos nomes desses homens e mulheres, condenados em suas épocas ao ostracismo, muito de suas vidas, pensamentos e ações, tornam-se para sempre perpetuados nas raras esclarecedoras folhas de papel.



Talvez, você ainda não tenha despertado para o seu direito de escolha: você pode sim, ousar pelo compartilhar de suas idéias, de suas percepções, ou então, pode continuar com sua triste e enfadonha marcha, de forma "direita", preso dentro do bem disfarçado e intrincado quartel social do não-ser. Sim, você pode fazer frente aos seus medos e em vista disso, exercer o sagrado direito de também poder virar à esquerda e dizer bem alto: Não! Por ai, não vou!



Nelson Jonas

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Uma alma gêmea

E de todas as minhas tristezas
não tenho tirado nada.
Boa? Não sei... creio que não.  
Perdoo facilmente as ofensas,
mas por indiferença e desdém:
nada que me vem dos outros
me toca profundamente.
............

Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só.
............

O meu mundo não é como o dos outros,
quero demais, exijo demais;
há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que eu nem mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessoa...
............

"...sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade. sei lá de quê!"
............

Se penetrássemos o sentido da vida seríamos menos miseráveis.
............

A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente.

..........
Eu ...

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
..........


Sem remédio

Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.

E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!

Florbela Espanca

 

A Hidra e o Guru


Segundo a mitologia grega, a Hidra de Lerna era um animal fantástico, o qual tinha um corpo de dragão e nove cabeças de serpente que tinham o poder de se regenerar (algumas versões falam em sete cabeças e outras em números muito maiores). O mais assustador era que seu hálito era mortalmente venenoso. Conta o mito que a Hidra era tão venenosa que matava os homens apenas com o seu hálito; se alguém chegasse perto dela enquanto ela estava dormindo, apenas de cheirar o seu rastro a pessoa já morria em terrível tormento.




Assim como com a Hidra, parece ser a grande maioria dos gurus: para cada seguidor que desperta para a falácia e o veneno por detrás do hálito daquele que se diz guru, dois ou mais seguidores surgem em seu lugar. Aqui, não há Hércules que os vença.



Nelson Jonas

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma constante surpresa



Tudo muda, nada permanece igual, nem mesmo em dois momentos consecutivos. Assim, o desejo de manter para sempre as coisas como estão acaba.

E, quando acaba, você se liberta. De repente, você sente uma grande liberdade. Não é mais perturbado por coisa alguma, nada pode perturbá-lo.

As coisas o perturbam porque você esperava algo diferente. E elas não acontecem assim, não acontecem do jeito que você esperava. As coisas acontecem de outra maneira, não realizam seus desejos. Elas seguem uma direção própria, não dão ouvidos a você.

Nunca se sabe o que vai acontecer, e é bonito não saber. Esta é a beleza e o êxtase da vida: o fato de ela ser uma constante surpresa. Se fosse previsível, seria mecânica.

Ela não é previsível - há sempre surpresas reservadas e, quanto mais alerta você estiver, mais surpresas haverá.

Por isso as pessoas evitam ficar alertas - tornam-se insensíveis a fim de se proteger contra essa mudança.

Um homem de percepção se torna suficientemente corajoso para aceitar o fenômeno da mudança. Nessa aceitação há bem-aventurança, e tudo é bom, você nunca fica frustrado.

Osho, em "Meditações Para o Dia"

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O homem é uma ponte



Nietzsche disse, em algum momento, que o homem é uma ponte, um elo ligando duas costas diferentes. Ele é uma tensão. Ou ele se torna um animal e encontra o prazer, ou pode se tomar divino e ter alegria.

Mas, enquanto continuar sendo um ser humano, não poderá ter nem prazer nem alegria - pode simplesmente se dividir entre os dois; permanecerá repleto de ansiedade e tensão.

É por isso que fazemos as duas coisas na vida. Bebemos e nos transformamos em animais. Isso nos dá um pouco de prazer. O sexo dá um pouco de prazer - voltamos para o estado animal. Encontramos prazer na irracionalidade.

A principal razão pelas quais as pessoas gostam tanto de álcool é porque ele as ajuda a se tornarem animais novamente. Nós nos colocamos no mesmo patamar dos animais quando nos embriagamos. Nesse patamar nos transformamos em animais livres, porque os animais não têm preocupações.

Nenhum animal fica maluco, exceto aqueles que trabalham em circos, porque os animais de circo chegam muito próximos ao estado do homem. E o homem está muito próximo ao estado de um animal de circo.

Nenhum animal é maluco; nenhum animal enfrenta problemas como psicose, preocupação, ou uma doença como a insônia. Nenhum animal se suicida - porque para se cometer suicídio é preciso que muita ansiedade se acumule.

É interessante o fato de nenhum animal sentir tédio. Um búfalo mastiga a mesma grama o dia todo e não se sente entediado. Não há como ele ficar entediado, pois um estado de racionalidade se faz preciso para que haja o tédio. É por isso que, entre os seres humanos, quanto mais racional uma pessoa é, mais entediada ela se sente.

Quanto mais racional uma pessoa é, mais preocupada ela se toma. As pessoas mais racionais facilmente podem se tornar loucas ou malucas. Mas esse é apenas um lado.

O outro lado é que a pessoa que consegue transcender o estado de insanidade potencial pode se tornar livre, e aquela que consegue transcender o estado de ansiedade consegue se ligar a um estado alegre e consciente - estado livre.

E a pessoa que consegue ir além da tensão consegue obter uma experiência de relaxamento que acontece apenas ao relaxar na divindade, no todo.


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